terça-feira, 29 de maio de 2012

Exigir cheque caução para atendimento médico de urgência agora é crime


O Diário Oficial da União publica hoje (29) a lei que torna crime a exigência de cheque caução para atendimento médico de urgência. A lei, de autoria dos ministérios da Saúde e da Justiça, altera o Código Penal de 1940 e tipifica a exigência como crime de omissão de socorro.

Atualmente, a prática de exigir cheque caução já é enquadrada como omissão de socorro ou negligência, mas não existia uma referência expressa sobre o não atendimento emergencial.

O Código Penal passa a vigorar nos termos do Artigo135-A acrescido ao Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, que estipula pena de detenção de três meses a um ano e multa para os responsáveis pela prática de exigir cheque caução, nota promissória ou qualquer garantia, inclusive o preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial. A pena pode ser aumentada até o dobro, se da negativa de atendimento resultar lesão corporal de natureza grave, e até o triplo se resultar morte

Os hospitais particulares ficam obrigados a afixar, em local visível, cartaz ou equivalente, com a seguinte informação: "Constitui crime a exigência de cheque caução, de nota promissória ou de qualquer garantia, bem como do preenchimento prévio de formulários administrativos, como condição para o atendimento médico-hospitalar emergencial, nos termos do Artigo 135-A do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal."

O Poder Executivo regulamentará o disposto nesta lei, que entra em vigor hoje. A proposta foi apresentada pelo governo federal um mês após a morte do secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva Ferreira, 56 anos, vítima, em janeiro passado, de um infarto depois de ter procurado atendimento em dois hospitais privados de Brasília. Segundo a família, as instituições teriam exigido cheque caução.

Agência Brasil

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Missão da Oficina das Meninas é formar cidadãs para o mundo


ONG de Araraquara acolhe meninas entre 6 e 18 anos e oferece cursos em várias áreas; prioridade são as carentes

Mesmo dependendo de dois ônibus e levando cerca de 40 minutos para vencer a distância entre o Jardim Del Rey e o Parque Alvorada, a estudante Maiara Franco de Souza, de 17 anos, não perde um dia de aula no Centro Cultural e Assistencial Oficina das Meninas (CCAOM), entidade social não governamental que prioriza o atendimento de meninas de 6 a 18 anos, em Araraquara.
Ela frequenta o local há cinco anos e lá já fez cursos em várias áreas. "Aqui é muito legal. Prefiro vir para cá a ficar em casa sem fazer nada, aprendendo besteira", declara.
A estudante chegou à oficina com apenas onze anos. "Vinha sozinha", afirma. Como estímulo, Maiara recebe passe de ônibus e refeições. Ao todo, frequentam o local cerca de 60 meninas que, entre outros cursos, aprendem teatro, música e informática.
Nove educadores trabalham na oficina, dentre eles professores de Artes e Informática. "Temos por missão acolher, proteger e propiciar ações que contribuam para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes", declara Adélia Belodi Privato, fundadora da entidade.
De acordo com ela, outro objetivo da instituição é despertar potencialidades, inspirando a transformação na vida de seus participantes, estimulando a iniciativa, a autonomia e a responsabilidade. Dentro das oficinas, são utilizados diferentes recursos didáticos, desde os vídeos educacionais, fragmentos de filmes comerciais selecionados e contextualizados, jogos, rodas de conversa, dinâmicas de grupo, músicas, poemas, contos, entre outros.
O trabalho também é enriquecido com visitas a espaços públicos, como bibliotecas, teatros, museus, cinemas, áreas de lazer, e até universidades, todas com o acompanhamento e orientação dos educadores.



Amizades duradouras
Um bom exemplo desta metodologia foi a oficina oferecida em parceria com a Escola de Gastronomia Monzu, na qual as meninas tiveram aula de panificação. A estudante Ruth Pereira de Souza, de 17 anos, moradora do Jardim Adalberto Roxo, foi uma das aprendizes. Ruth e Maiara conheceram-se na Oficina das Meninas há cinco anos e são amigas até hoje. "Já fizemos vários cursos importantes que, certamente, farão a diferença na nossa formação", avaliam as amigas.




Prioridade para meninas com baixa renda
O programa usado na Oficina das Meninas prioriza o atendimento a meninas provenientes de famílias com renda média de um salário mínimo, em lares que haja o predomínio da mulher como provedora, seja a mãe biológica, adotiva, avó, ou tia. A metodologia utilizada pela equipe de educadores é planejada de forma compartilhada, assegurando que todos tenham clareza do conjunto de ações a ser desenvolvido, da temática e dinâmica do trabalho, visando assegurar a integração e a interdisciplinaridade desejadas na aplicação do plano de trabalho. Os temas geradores são elencados a partir dos 12 valores universais: paz, amor, respeito, responsabilidade, humildade, honestidade, simplicidade, liberdade, união, tolerância, cooperação e felicidade.

Araraquara.com

FAPESP e Finep lançam programa para estimular inovação


A FAPESP e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) lançam seleção pública do Programa PIPE/PAPPE Subvenção Econômica à Pesquisa para Inovação.
O objetivo é apoiar a pesquisa em empresas paulistas para o desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores, visando ao desenvolvimento das áreas consideradas estratégicas nas políticas públicas federais e estimular a ampliação e o adensamento das atividades de pesquisa para inovação no universo empresarial paulista.
Serão empregados recursos orçamentários da FAPESP e de subvenção econômica (recursos não reembolsáveis) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação/ Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico/Finep.
Serão apoiados projetos de pesquisa para inovação em todas as áreas do conhecimento. Os recursos alocados para financiamento do Edital são de R$ 30 milhões, sendo 50% com recursos da Finep e 50% com recursos da FAPESP.
Podem participar da seleção como proponentes microempresas ou empresas de pequeno porte brasileiras, sediadas no Estado de São Paulo. As proponentes deverão demonstrar contrapartida em itens de despesa relacionados com a execução de atividades de pesquisa e desenvolvimento.
As proponentes deverão indicar um pesquisador responsável pelo projeto, que poderá ser um dos sócios da empresa ou um empregado e deverá dedicar um mínimo de 24 horas semanais à execução da pesquisa selecionada.
O prazo de execução do projeto deverá ser de até 36 meses, dependendo da fase de desenvolvimento.
Mais informações: www.fapesp.br/6974
Agência Fapesp

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Escola Municipal de Dança é referência de inclusão social

A Escola Municipal de Dança (EMD) Iracema Nogueira completa dez anos em 12 de outubro próximo, como um dos projetos intersetoriais mais bem sucedidos em Araraquara. Idealizada e implantada no governo Edinho Silva (PT), a escola é uma referência no país pela qualidade do trabalho e pelo protagonismo de disponibilizar a dança como instrumento de inclusão social e participação popular. “Foi realmente um projeto ousado, porque abrimos a dança para um público esquecido nos bairros. Democratizamos essas artes e abrimos o Teatro Municipal para toda a população”, afirma a vereadora Márcia Lia, que em 2002 era coordenadora da Participação Popular. A escola municipal de dança foi eleita como obra do OP em 2001.
Na sua história, a EMD descobriu talentos e formou profissionais reconhecidos em companhias mundiais de dança. “A escola de dança é um projeto social e sintetiza, muito bem, o que foi nosso governo durante oito anos na cidade de Araraquara. Isso porque esse projeto possibilitou a democratização da cultura e da educação, criando perspectivas e oportunidades para aqueles que, muitas vezes, não teriam condições de frequentar uma escola voltada para a formação artística”, afirma o deputado Edinho Silva. A escola também oferece aulas de música.
“Isso é o mais importante: oferecer a possibilidade de as pessoas crescerem e pertencerem ao lugar em que vivem. A EMD é exemplo a ser seguido na implantação de instrumentos públicos”, afirma a vereadora Márcia Lia.


IRACEMA NOGUEIRA

O nome dado à EMD foi escolhido em homenagem à artista Iracema Nogueira, uma paulistana radicada em Araraquara, onde se tornou professora e uma grande incentivadora da música e da dança. O projeto da EMD foi idealizado pela doutora em Comunicação e Semiótica, Gilsamara Moura, na época presidente da Fundart – Fundação de Arte e Cultura.
Os dez anos da escola foram comemorados em um evento no Teatro Municipal, ontem (23/5) que reuniu, entre outros, pais de alunos e professores. Denominado Re-Tratos de Iracema, o espetáculo mostrou uma retrospectiva do trabalho realizado desde 2002 até hoje.

PT defende prevenção e estratégia policial para a segurança pública

Plenária do PT sobre o tema elenca eixos essenciais de atuação da Prefeitura

Cinco eixos devem direcionar e sustentar as ações da administração municipal na área da segurança pública: garantir recursos físicos e humanos da prefeitura nos bairros, implantar programas capazes de evitar a entrada de jovens no crime, investir para que o GGI (Grupo de Gestão Integrada) atue de forma estratégica e inteligente, combater o crack e fortalecer a Guarda Municipal e o Comad (Conselho Municipal Antidrogas). Estes foram os principais pontos discutidos por autoridades da área de segurança pública, membros da comunidade e pré-candidatos a vereador durante Plenária da Segurança Pública realizada na sede do Partido dos Trabalhadores, esta semana.  O PT cumpre uma agenda de plenárias temáticas e nos bairros da cidade para a elaboração de seu programa de governo. A vereadora Márcia Lia é a pré-candidata do partido à Prefeitura de Araraquara.
Ela lembrou que a segurança ostensiva é dever do Estado, mas é no município que as pessoas vivem e, portanto, sentem os efeitos da violência. “O Estado não provém recursos suficientes, ou seja, nossa cidade não tem viaturas como deveria, nosso efetivo policiamento está abaixo do ideal e a remuneração dos policiais é baixa para a importância do seu trabalho na sociedade e pelo risco que correm”, afirma. Além disso, a Prefeitura ajuda na manutenção da estrutura do estado na cidade fornecendo alimentos, merendeiras e alugueis de imóveis para que estas funcionem.
A pré-candidata do PT entende que o papel da Prefeitura é o da prevenção, o de garantir lazer, esportes, educação, cultura e assistência social para o enfrentamento do assédio diário exercido pelo crime sobre os jovens, especialmente. “A administração pública e a sociedade têm de disputar esses meninos e meninas com os agentes do crime para evitar o contato com as drogas”. Entre as sugestões debatidas na Plenária, está a presença da prefeitura nos bairros, oferecendo opções reais para os jovens se desenvolverem intelectualmente. “Eles precisam viver e sentir que há um caminho real de crescimento, um caminho para o seu próprio desenvolvimento e este não passa pelo crime”, resume o presidente do PT, André Agatte.
Outro ponto debatido na plenária é a importância que a administração municipal precisa dar para a prevenção à criminalidade. São muitos os instrumentos à disposição, desde a internet até os programas e projetos nas muitas áreas de atuação da Prefeitura, como a saúde, educação, cultura, esportes, assistência social e comunicação. “Muitos desses recursos não devem ser utilizados de forma isolada. As áreas precisam conversar entre si, devem planejar ações conjuntas e objetivas, sempre pensando em como tais ações vão impactar positivamente na comunidade que as recebem”, entende Márcia Lia. A pré-candidata também avalia ser importante a elaboração de um “mapa da criminalidade”, para que a Prefeitura e as autoridades possam agir no enfrentamento imediato ao problema. Para o enfrentamento ao crack, o PT defende a adesão ao programa “Crack: é possível vencer”, do Governo Federal.


70% dos brasileiros têm atenção básica à saúde

Na última década houve crescimento da atenção básica à saúde, que, atualmente, cobre 70% dos brasileiros. A informação foi apresentada pelo secretário nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, durante o Congresso Nacional de Administração Hospitalar (Adh’2012), realizado nesta quarta-feira (23) em São Paulo. O evento prossegue até sexta-feira (25).
Durante o evento, o secretário falou sobre as ações de promoção, vigilância em saúde, prevenção, cuidado, e acompanhamento dos usuários de saúde. Os atuais desafios e a expansão desses serviços em rede também foram apresentados.
O secretário mostrou o panorama do Sistema Único de Saúde (SUS) - hoje disponível a 190 milhões de pessoas -, com seus principais indicadores, além das características da saúde no Brasil, que conta com Redes de Atenção à Saúde (RAS). Na avaliação de Helvécio, as redes são pontos de articulação divididos por temas, que contribuem para a organização do sistema de saúde, com base real.
“É fundamental essa grande transformação, que irá delinear os chamados pontos de atenção, como hospitais, clínicas e Unidades Básicas de Saúde [UBS], com foco na assistência à maternidade, na atenção psicossocial, urgências e emergências, doenças crônicas e cuidado a pessoa com deficiência”, afirmou.
Ao todo foram reformadas 5.272 UBS em 1.791 municípios, e construídas 2.028 novas unidades em 1.113 municípios.
Hoje à Atenção Básica de Saúde tem o reforço de cinco redes, são elas: Rede Cegonha, Rede de Atenção Psicossocial, Rede de Atenção às Urgências e Emergências, Rede de Atenção às Doenças e Condições Crônicas e Rede de Cuidado a Pessoa com Deficiência.
Ao dizer que o Ministério da Saúde tem trabalhado para oferecer acesso e qualidade à população, Helvécio citou alguns programas que estão sendo aplicados, a exemplo do Programa Saúde Não Tem Preço, com a distribuição de medicamentos para diabetes e hipertensão, a Atenção Domiciliar através do Melhor em Casa e Academia da Saúde, e o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (Pmaq). 
O secretário falou do desafio do Brasil em ser o único país com mais de 100 milhões de habitantes que assumiu o desafio de ter um sistema universal, público e gratuito de saúde. Ele fez breve histórico sobre a saúde brasileira e afirmou que "houve um salto qualitativo". Como alguns avanços e conquistas, ele citou o aumento da expectativa de vida do brasileiro, a redução da mortalidade infantil em 50% nos últimos dez anos, e a erradicação da poliomielite no Brasil.


Encontro
Este ano, o Congresso Nacional de Administração Hospitalar traz como tema central “Saúde: Transformando uma Nação”. Durante quatro dias, especialistas de diferentes áreas e representantes de empresas do segmento hospitalar irão capacitar e atualizar profissionais da saúde nos âmbitos técnico, humano e ético. Serão levantadas importantes questões relacionadas à saúde da população brasileira, como políticas públicas, e formação de profissionais que desenvolvam ações fundamentadas na relação entre técnica e humanização.

Governo Federal

Campanha de vacinação contra a gripe é prorrogada até 1º de junho

O Ministério da Saúde prorrogou até 1º de junho a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. A imunização começou no último dia 5 e estava prevista para terminar amanhã (25). Até a manhã de hoje (24), 15,8 milhões de pessoas haviam sido vacinadas, o que representa apenas 52,4% do público-alvo.
A meta do governo é imunizar 24,1 milhões de pessoas com mais de 60 anos, crianças entre 6 meses e menores de 2 anos, gestantes, trabalhadores de saúde e indígenas, totalizando 80% do público-alvo.
A melhor adesão à campanha, no momento, é entre as crianças, com um percentual de cobertura de 59,4% (quase 2,6 milhões). Na sequência, aparece 1,3 milhão de trabalhadores de saúde (54,3%), mais de 10,7 milhões de idosos (52%), pouco mais de 1 milhão de gestantes (47,5%) e 586,6 mil índios (40,4%).
A escolha dos chamados grupos prioritários é uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). São priorizadas pessoas mais suscetíveis ao agravamento de doenças respiratórias. De acordo com o ministério, ao vacinar os grupos prioritários, quebra-se a cadeia de transmissão do vírus para a população em geral.
A pasta reforçou que a dose – oferecida gratuitamente em 34 mil postos de saúde espalhados pelo país – é segura e protege contra os três vírus que mais circularam no Hemisfério Sul em 2011 – inclusive o Influenza H1N1.
Segundo o ministério, estudos demonstram que a vacinação contra a gripe pode reduzir entre 32% a 45% o número de internações por pneumonias e entre 39% e 75% a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, a imunização reduz o risco de pneumonia em cerca de 60%, e o risco global de hospitalização e morte, de 50% a 68%, respectivamente.

Agência Brasil